Quem vive de freelas sabe: tem época que o trabalho parece não ter fim. É mensagem chegando, cliente chamando, e-mail toda hora. Você mal tem tempo de respirar.
Mas, de repente, vem o silêncio. Nenhuma notificação, nenhum orçamento, e começa aquele pensamento: “será que fiz algo errado?”, “será que acabou o trabalho?”.
Calma, isso acontece com todo mundo. Todo freelancer, seja quem tá começando ou quem já trabalha há anos, passa por fases assim. O mercado sempre está mudando, as demandas oscilam, e tem momentos que são mais tranquilos. Não é culpa sua.
A boa notícia é que dá pra passar por esses períodos de forma bem mais tranquila, sem desespero, e ainda usar esse tempo pra se preparar pra próxima fase.
Vamos falar sobre isso?
Entender que os momentos de sobe e desce são normais
Ser freelancer é como surfar: tem dias de mar calmo, outros de ondas gigantes. O segredo é manter o equilíbrio e não desistir da prancha.
Até quem é experiente tem fases com poucos projetos. Um mês cheio, outro mais vazio. Isso não significa que você perdeu clientes ou ficou ruim no que faz. É só a fase do trabalho freelancer.
Em algumas épocas, as empresas estão com o orçamento apertado; em outras, investem mais. Tem períodos de muita demanda, como o fim de ano, e outros mais calmos.
O segredo é entender que esses altos e baixos são normais.
Quando você entende isso, tudo fica mais leve. A ansiedade diminui e dá pra focar no que realmente importa: se preparar pro próximo ciclo.
Dinheiro guardado facilita e traz tranquilidade
A melhor forma de passar por períodos de pausa sem dor de cabeça é ter uma reserva de emergência.
Eu sei que guardar dinheiro sendo freela é complicado. Às vezes a grana entra e já sai toda de uma vez. Mas dá pra começar devagar, com o que der.
O ideal é ter um valor que cubra pelo menos três a seis meses de despesas básicas, como aluguel, comida, contas e internet. Assim, se o trabalho diminuir, você não entra em desespero.
Um jeito simples é separar esse dinheiro logo que o pagamento cair. Guarde numa conta separada e esqueça lá.
Com o tempo, isso vira um hábito natural e salva você quando o mercado estiver mais devagar.
Essa reserva é o que te dá liberdade. Quando você tem segurança financeira, consegue pensar com calma e tomar decisões melhores.
Aproveite os momentos livres de um jeito inteligente
Poucos projetos significam mais tempo livre, e isso pode ser muito bom se você souber usar.
Em vez de ficar se preocupando ou se comparando com outros freelas, aproveite esse tempo e invista em você.
Ajuste e atualize seu portfólio, melhore seu perfil nas redes, revise seus preços, teste novas ideias.
Uma simples mudança na forma como você se apresenta já faz novos clientes aparecerem.
Se sobrar um tempinho, estude algo novo. Faça um curso, leia, veja vídeos, aprenda uma ferramenta diferente.
Tudo o que você aprender agora vai te deixar mais preparado quando os trabalhos voltarem.
E se bater preguiça (fique tranquilo), tá tudo bem. O importante é continuar se movimentando aos poucos.
Fazer contato
Muitos freelancers ficam esperando os clientes chamarem de novo.
Mas, às vezes, o cliente só esqueceu de você. Então, manda uma mensagem leve, sem pressão.
Algo como: “Oi, tudo bem? Vi que faz tempo que a gente não trabalha junto. Se aparecer algum projeto, tô por aqui.”
Pronto. Simples e eficiente.
Isso não é cobrança, é lembrança. E dá certo, viu?
E também, não esquece dos outros freelas. Fazer contato com colegas pode render parcerias e indicações.
Às vezes, alguém que tá cheio de trabalho te chama pra dividir uma demanda.
Quanto mais conexões você tiver, mais chances de novas oportunidades aparecerem.
Novos caminhos
Viver de um único tipo de projeto pode ser bem arriscado. Se esse serviço der uma pausa, você fica sem opção.
Por isso, é importante pensar em outras formas de usar suas habilidades.
Um designer pode criar produtos digitais, como templates.
Um redator pode vender e-books.
Um social media pode oferecer consultorias.
E se você estiver começando, é uma ótima chance pra testar novas áreas.
Quem sabe você descobre algo que gosta ainda mais?
Diversificar também ajuda a manter a motivação.
Trabalhar com coisas diferentes te deixa mais criativo e preparado pra lidar com qualquer fase.
O próximo passo
Quando o ritmo diminui, é hora de revisar o caminho.
O que deu certo até agora? O que não funcionou? Que tipo de cliente você quer atrair daqui pra frente?
Coloca no papel suas metas, ideias e ajustes que você quer fazer.
Prepare um plano simples: atualizar portfólio, revisar preços, organizar rotina, conversar com antigos clientes.
São pequenas ações que te deixam pronto pra quando o mercado aquecer de novo.
Mesmo que o movimento esteja baixo, isso te faz sentir no controle da sua jornada.
Emocional
Essas fases mais lentas podem mexer com o seu emocional. Dá medo, insegurança, ansiedade. É normal.
Mas cuidar do emocional é tão importante quanto cuidar do seu portfólio.
E sempre lembre: estar num período mais calmo não significa que você perdeu valor.
É só o universo te dando uma pausa pra recarregar as energias.
Use esse tempo pra descansar e se cuidar. Dormir bem, se movimentar, sair um pouco, conversar com amigos. Tudo isso ajuda muito emocionalmente.
Um freela com a cabeça leve trabalha melhor, pensa melhor e toma decisões melhores.
Não entre em desespero
Quando a grana diminui, é tentador aceitar qualquer trabalho.
Mas isso pode virar uma armadilha. Projetos ruins, mal pagos e estressantes só trazem dor de cabeça e não te ajudam a crescer.
Aprenda a dizer “não” pro que não vale a pena.
Esperar um pouco mais é o que te abre espaço pra algo melhor.
Acredite no processo. As oportunidades voltam.
E quando voltam, você precisa estar pronto pra agarrar as boas.
Sua jornada
Os períodos mais tranquilos são ótimos pra refletir sobre o que você realmente quer.
Será que você ainda curte o tipo de trabalho que faz? Será que quer mudar de público, de formato ou de nicho?
Muitas pessoas aproveitam esses momentos pra se reinventar.
Pode ser o empurrão que faltava pra fazer uma transição importante.
Use esse tempo pra olhar pra dentro e entender seus objetivos.
Quando o ritmo voltar, você segue com mais clareza e propósito.
E se lembre por que você escolheu esse caminho
Nos dias em que o desânimo bater, lembra do motivo que te fez virar freela:
a liberdade, o controle do seu tempo, a chance de escolher os projetos.
Nem sempre vai ser fácil, e tá tudo bem.
A vida freelancer é cheia de altos e baixos, mas também de conquistas e aprendizados.
Até as fases mais paradas te ensinam algo.
E quando os trabalhos voltam (porque sempre voltam), você estará mais forte, mais maduro e mais preparado.
Conclusão
Os períodos de poucos projetos não são o fim. Fazem parte do ciclo.
Todo freelancer já passou por isso, e quem aprende a lidar com essas fases cresce e evolui muito mais.
Com calma, organização e confiança, você consegue transformar esse tempo em algo produtivo e até inspirador.
E quando o movimento voltar, você vai estar com a cabeça boa, preparado e cheio de energia pra continuar evoluindo.
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